O amor pode ser tantas coisas, o amor pode ser ficar do lado de alguém quando ela mais precisa ou quando ela não precisa de nada, apenas da sua presença. Pode ser assistir a um filme juntos no sofá, embaixo de uma coberta num dia frio, tomando chocolate quente.
O amor pode ser esperar no aeroporto com um buquê de flores e um pedido de casamento, ser um abraço no meio da rua, a caminho de uma loja, ou ser um presente inesperado numa segunda-feira comum.
O amor pode ser a doação do seu tempo para ajudar a organizar a vida do outro, ser apenas o seu ouvido disponível para alguém que tem muitas coisas para reclamar depois de um dia cansativo e estressante de trabalho.

O amor pode ser a realização de alguém de quem você gosta muito, compartilhando uma vitória. O amor pode ser um filho, ou um abraço deste.
O amor pode ser a luta por justiça.
O amor pode ser a doçura de um pudim feito pela sua mãe, daquele jeito que só ela sabe fazer. O amor pode ser uma conversa sincera com o seu pai, ser um café com um amigo, apenas para rir.
O amor é uma virtude bonita, necessária e indiscutível.

Todo mundo passou a vida inteira tentando explicar o que é o amor mas ele ultrapassa qualquer explicação. Inclusive porque o amor também ultrapassa a morte.
A gente ama pessoas que já morreram, não as esquecemos. É gratidão! lembrar delas, chorar por elas. Existem músicas que invadem nossos ouvidos e cheiros que nos devolvem pessoas, lugares, ruas e momentos inteiros.
O amor também é memória fotográfica. Guarda o que passou, preserva o que ficou e resiste ao tempo. Está no “sim”, no “não” e naquele silencioso “eu não deixei de te chamar”.

Amar talvez seja escolher uma única pessoa entre todas as que existem e a partir dessa escolha, renunciar a todas as demais.
O amor é nunca esquecer.
Texto: Cassiano Pellenz
Crédito das imagens: Obras de Henri Matisse (1869–1954), pintor francês e um dos mais importantes representantes da arte moderna.