Disruptivo, transformador, revolucionário, fora da curva, transformador, fora do padrão, inovador. Todas essas palavras estão impregnadas no nosso vocabulário profissional. Tornou-se sinônimo de sucesso a nossa capacidade de romper com o status quo e criar algo completamente novo, revolucionário, transformador no mercado. E a pergunta que eu faço a você, meu caro leitor: nós todos precisamos, de fato, ser disruptivos?
Note, naturalmente não sou contra inovação nem disrupção, pelo contrário, sou um entusiasta. A minha pergunta é outra: por que todos nós precisamos perseguir esse ideal, como se o valor profissional estivesse muito mais calcado em ser moderno e inovador do que em ser bom? A agência mais premiada é a “que rompe com tudo”. O profissional mais valorizado é o “que pensa fora da caixa”. A marca mais admirada é a “que quebra paradigmas”.
A gente não precisa ser sempre assim. Sua agência não precisa ser a mais revolucionária do mercado. Pode ser a que atende melhor, que responde no prazo, que cria, que planeja, que entrega resultado, que tem as ideias certas e as executa bem, ainda que não sejam dignas da medalha da disrupção. Esforce-se em ser o melhor profissional que você consegue ser, independentemente de ser disruptivo ou não. Até porque nem todo mundo vai criar o próximo Uber.

Nem toda ideia precisa virar unicórnio. E tudo bem. Existem uma série de negócios exitosos que têm modelos muito parecidos com negócios feitos há décadas. O grande ativo do mercado ainda é o trabalho bem feito.
Inovar é importante. A sociedade depende dela para continuar existindo, progredindo. Precisamos de mentes disruptivas para evoluirmos como sociedade, mas não é obrigatório para todo mundo, o tempo todo. O que é obrigatório, ou deveria ser, ao menos, é o compromisso com a qualidade.
No fim das contas, você não precisa ser disruptivo. Você precisa ser bom pra caramba!

Edição de Isabel Kurrle.