A História de Guariba

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Muitas pessoas já escutaram a frase: “vamos dar uma guaribada e vender” ou “é só fazer uma guaribagem”. O que poucos conhecem é de onde vem essa expressão.

O termo “guaribar” tem sua provável origem lá nos anos 40, em São Paulo, derivando do apelido de Atílio de Jesus, nascido na cidade Guariba, assim chamado de Guariba.

No Centro da Capital paulista, nos arredores da Praça da República, corria o Guariba oferecendo seus serviços de lavagem e polimento para automóveis, que eram referência em capricho e qualidade. Guariba oferecia também os seus próprios produtos de limpeza, com fórmulas que ele mesmo tinha desenvolvido.

Em pouco tempo, o negócio de Guariba foi crescendo ao ponto de conseguir alugar uma garagem e contratar alguns funcionários para atender a demanda. Diz-se que Guariba era um patrão exigente, não aceitando nenhum serviço “meia-boca” ou abaixo de seu padrão.

Tal fato deve ter sido o responsável por construir sua reputação. Comerciantes de carros começaram a procurar os serviços de Guariba a fim de deixá-los mais atrativos aos compradores, serviço esse que era bem cobrado – na época, em torno de 50 cruzeiros.

Foto crédito: Freepik

Guariba inclusive registrou o “Auto Posto Guariba” no final da década de 40, na Rua Vitorino Carmilo, quando já tinha passado a cobrar 100 cruzeiros por “guaribada”. Entretanto, logo no início da década de 50, Guariba teve uma briga com seu primeiro sócio, fazendo-o abrir um novo posto em outro lugar. Por conta de sua afinidade com a bebida, morreu pouco tempo depois.

Infelizmente, os termos “guaribada” e “guaribagem” tiveram seus sentidos distorcidos ao longo do tempo, distanciando-se do que costumavam representar em seu princípio.

Atualmente, essa expressão passou a significar uma “ajeitada” ou uma “disfarçada” nos defeitos de um produto com o objetivo de enganar o comprador, sendo difundida na língua portuguesa e usada até os dias de hoje.


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