Terceira edição reuniu representantes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul em uma programação que aproximou inovação, indústria, desenvolvimento territorial e relações internacionais
Conhecida como Capital Mundial das Etnias, Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul, recebeu, nos dias 12 e 13 de agosto, a terceira edição do ELI Summit RS 2026.
O encontro reuniu representantes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul em uma programação dedicada à inovação, ao empreendedorismo, ao desenvolvimento territorial, à indústria, à geração de negócios e à construção de novas oportunidades.

Promovido pelo Sebrae RS e correalizado pela Unijuí, pela Prefeitura Municipal de Ijuí e pelo Sicredi, o ELI Summit RS integra a proposta de fortalecer os Ecossistemas Locais de Inovação e aproximar empresas, universidades, poder público, empreendedores, pesquisadores, investidores e instituições.
A abertura também valorizou uma das características mais marcantes de Ijuí: sua diversidade cultural.
A programação também contou com apresentações culturais, valorizando a diversidade étnica de Ijuí.

Um encontro para conectar experiências
O ELI Summit RS é o encontro estadual dos Ecossistemas Locais de Inovação (ELIs) e tem como proposta estimular a troca de experiências,o compartilhamento de conhecimento, a formação de conexões e o desenvolvimento de novas possibilidades para os territórios.
Ao longo dos dois dias, a programação contou com palestras, painéis, round tables, rodada de fomento, networking e visitas técnicas, criando diferentes espaços de interação entre participantes de áreas e regiões distintas.
A diversidade de perfis presentes também foi um dos pontos que chamaram atenção, empresas, universidades, startups, profissionais independentes, gestores públicos, pesquisadores, empreendedores e representantes de instituições participaram das atividades, mostrando que a inovação não está restrita a um único setor.
Ela pode surgir na academia, na iniciativa privada, no poder público, no empreendedorismo ou na articulação entre diferentes atores de um mesmo território.
Inovação,desenvolvimento e conexões
Mais do que discutir tecnologia, o Summit colocou em evidência a necessidade de conectar inovação ao desenvolvimento econômico e social dos municípios.
A rodada de fomento, os painéis e as round tables possibilitaram discussões sobre desafios, oportunidades e formas de estimular novos negócios e parcerias.
A programação também aproximou os participantes de temas relacionados ao cenário econômico e geopolítico internacional, mostrando como decisões e transformações que acontecem fora das fronteiras brasileiras podem repercutir diretamente nas empresas, nos municípios e nas estratégias de desenvolvimento regional.

As discussões sobre oportunidades entre Brasil e Uruguai reforçaram essa perspectiva, especialmente em um Estado que possui fronteira com países do Mercosul e forte presença de setores como indústria, agronegócio e cooperativismo.
Nesse contexto, pensar desenvolvimento territorial também significa compreender o território inserido em uma realidade econômica e internacional cada vez mais conectada.
Entre as atividades técnicas do ELI Summit esteve a visita à Bruning Tecnometal, em Panambi, que permitiu aos participantes observar na prática, aspectos relacionados à inovação, tecnologia, produção e desenvolvimento de pessoas.
A experiência funcionou como uma extensão das discussões realizadas durante o evento, aproximando os participantes de uma realidade industrial e mostrando como os conceitos relacionados aos ecossistemas de inovação também se refletem nos processos produtivos e na gestão.
Durante a experiência, também chamou atenção o uso de bottons usados pelos colaboradores.
A iniciativa conta com a participação de Diego Tolotti, Especialista em Inovação e Lucas Werner, Gerente de PD&I da Bruning Tecnometal que atuam conjuntamente no desenvolvimento das iniciativas de inovação da empresa.
Ao perguntar sobre os bottons, Diego explicou que representam causas sociais defendidas pela empresa, relacionadas à valorização das mulheres, das mulheres negras, da população LGBTQIA+ e das pessoas com 60 anos ou mais.


A experiência portanto foi um dos exemplos concretos proporcionados pela programação do Summit, aproximando os participantes de uma realidade produtiva do Estado sem perder de vista a dimensão humana e social do desenvolvimento.
O papel dos ecossistemas locais de inovação
A proposta central do ELI Summit está justamente na conexão.Quando empresas, universidades, governos, instituições, empreendedores e profissionais conseguem compartilhar conhecimento e estabelecer relações, criam-se condições para que novas ideias avancem e possam gerar impacto nos territórios.
Nesse sentido, o evento realizado em Ijuí mostrou a importância de descentralizar as discussões sobre inovação e aproximá-las das diferentes realidades do Rio Grande do Sul.

A escolha de Ijuí para sediar a terceira edição também reforçou essa característica. Um município marcado pela diversidade cultural recebeu representantes de diferentes regiões para discutir caminhos de desenvolvimento em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, econômicas e sociais.
De Ijuí para Passo Fundo
Em Ijuí, a terceira edição mostrou na prática, a importância de aproximar conhecimento, empreendedorismo, indústria, poder público e instituições.

O evento foi muito bem organizado, com recepção calorosa e respeitosa. Toda a equipe estava preparada para receber convidados e participantes.
Em 2027, o ELI Summit segue para Passo Fundo (RS), fortalecendo os ecossistemas locais de inovação e ampliando o diálogo entre diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
Mais do que promover encontros, o evento cria um ambiente de troca, inspiração e construção coletiva. Para quem participa, ficam novas ideias, conexões e possibilidades.
Para o Estado, fica o exemplo de uma iniciativa que mostra que o desenvolvimento acontece quando conhecimento, iniciativa e colaboração caminham juntos.
Texto: Jornalista Isabel Kurrle
Fotos: Arquivo Pessoal