Coruja
A que você está levando — automática, repetida, defensiva —ou outra, ainda sem nome, mas cheia de risco?
Qual a amplidão do seu sonho?
Cabe num papel timbrado ou só existe quando você perde o fôlego?
É um plano seguro ou uma busca alucinante que te acorda às três da manhã?
VOCÊ quer ter uma família
ou morrer sozinho cercado de aplausos vazios e fotos antigas?
Quer ser lembrado pelo que construiu ou pelo que evitou sentir?
VOCÊ é quem, afinal, no meio de tudo o que fez e de tudo o que foi obrigado a ser?
Você é a soma das escolhas ou o resto do que sobrou quando teve medo?
E Deus… como Deus está tentando mudar essa história que você jura que não quer mudar,
mas reclama todos os dias que dói?
Talvez Deus não empurre.
Talvez Ele espere.
Talvez Ele fale baixo, como quem confia que a consciência ainda escuta.
Aquele que não ajuda um dia será ajudado — não por mérito, mas por necessidade.
Aquele que não sabe as respostas é o pensador, e o pensador é perigoso:
ele pode acordar.
VOCÊ mudará por quem?
Por amor ou por cansaço?
Por perda ou por milagre?
Quando tudo ruir ou quando tudo parecer finalmente confortável demais?
Em que situação você finalmente dirá: basta?
Porque há um detalhe que ninguém te contou: a vida não cobra coerência,
cobra presença.
E a coruja — que tudo vê no escuro — já está acordada.
A pergunta é:
Quando você perceber que sempre foi você quem estava sendo observado? Voa