Vivemos um momento em que a gastronomia vai muito além do sabor, ela nos convida a resgatar tradições, valorizar nossas origens e fortalecer as memórias construídas ao redor da mesa.
É tempo de se reconectar com as tradições do interior, onde o cheiro do doce de abóbora com coco, do doce de figo em calda e da cuca de banana assando no forno a lenha despertam lembranças que aquecem a alma.
São sabores que atravessam gerações e preservam a identidade da nossa cultura.Os pratos de origem também estão sendo resgatados: o galeto com polenta, o carré de porco com laranja, a sopa de agnolini e as geleias caseiras de butiá, laranja, bergamota, abóbora e batata-doce.

Receitas simples mas carregadas de história que mantêm viva a essência da culinária do Sul.
Mais do que alimentar, cozinhar é preservar tradições e criar novas memórias.
Cada receita preparada em família carrega um significado especial e nos reconecta às pessoas, aos lugares e aos momentos que marcaram a nossa história.
Convido você leitor, a reservar um tempo para reviver esses sabores, reunir a família ao redor da mesa e manter vivas as receitas que fazem parte da nossa cultura. Afinal, a gastronomia também é uma forma de contar histórias e de transmitir afeto entre gerações.
Receita do Dia: Doce de Abóbora com Coco da Casa da Avó
Uma receita simples, afetiva e cheia de memória, perfeita para fazer com as crianças.

Ingredientes:
1 kg de abóbora (moranga ou cabotiá), descascada e cortada em cubos;
2 xícaras de açúcar cristal ou demerara;1 xícara de água;
1 pau de canela;
3 cravos-da-índia;
50 g de coco ralado fresco ou seco, sem açúcar.
Modo de preparo:
Em uma panela grande, coloque a abóbora, o açúcar, a água, a canela e os cravos. Cozinhe em fogo baixo, mexendo de vez em quando, até que a abóbora fique macia e a calda engrosse, cerca de 30 a 40 minutos.
Quando a calda atingir o ponto de fio, desligue o fogo, acrescente o coco ralado e misture delicadamente.
Sirva morno ou frio, acompanhado de queijo colonial ou pão caseiro.

Dica do chef: Convide as crianças para participar do preparo, sempre com supervisão.
Deixe que mexam a panela, escolham o pote onde o doce será guardado e vivenciem esse momento. São lembranças que permanecem para sempre.
Texto: Chef Marcos Barbier
Fotos crédito: Arquivo pessoal