A Borboleta Azul

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Era uma vez uma borboleta azul que adoeceu.
Quebrou a asa.
E não era qualquer asa:
eram das mais belas já vistas —
na natureza, no mundo, talvez em todos os tempos.
Por isso, quando ela se feriu,
todas as outras borboletas da floresta ficaram inquietas.
Conversavam, cochichavam, faziam planos.
Queriam curar aquela beleza interrompida.
No fundo, toda doença é assim:
uma asa quebrada que ainda sabe voar.
A cura já existe.
Sempre existiu em algum lugar.
O problema é que a gente esquece.
Em que canto da memória deixamos o resultado dessa cura?
Se já vivemos isso em algum ponto dessa grande Matrix da existência,
então conhecemos o caminho da autocura.
Ele está guardado dentro de nós.
Por isso, talvez seja melhor
não perguntar tanto “Deus, por quê? Por quê? Por quê?”
E começar a procurar:
onde foi que quebramos essa asa?
Em que momento deixamos de brilhar?
Por quem?
Por causa do quê?
Por qual trauma?
Você já está curado.
Só precisa se lembrar
de como se curou antes.

 

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