Bullying nas redes: quando a curtida pesa mais que o like

PUBLICIDADE

O bullying já não acontece só nos corredores da escola ou nos encontros entre amigos. Hoje, com a força das redes sociais, ele ganhou um palco ainda maior. E aí surge o cyberbullying, o bulling online, quando comentários maldosos, ataques e perseguições acontecem pela internet. 

As redes sociais parecem perfeitas: lugar de fotos bonitas, frases inspiradoras e muita visibilidade. Mas, por trás dos filtros, existe um problema que cresce cada vez mais, comentários maldosos, piadinhas e ataques gratuitos viraram rotina para muita gente – principalmente para quem se expõe como os influenciadores digitais.

Quem está na frente das câmeras vira alvo fácil um look, uma opinião ou até um jeito de falar já viram motivo para críticas pesadas. O que muita gente esquece é que, atrás da tela, existe uma pessoa real, que sente, que se abala. Vários influenciadores já confessaram que comentários negativos chegam a pesar muito mais que todos os elogios recebidos.

Um exemplo claro disso é a cantora Selena Gomez, que já declarou em entrevistas: “As redes sociais são terríveis para a minha geração. Elas me deixam triste e às vezes até insegura.” Mesmo sendo uma das artistas mais seguidas do mundo, ela já precisou se afastar da internet para cuidar de si mesma e mostrar que ninguém está imune ao peso dos ataques virtuais.

No Brasil, a cantora Anitta também já falou sobre o peso dos comentários maldosos. Em uma entrevista, ela contou: “As pessoas acham que podem falar qualquer coisa na internet. Já sofri muito com isso, mas aprendi que o problema não está em mim e sim em quem espalha ódio. A fala dela mostra como até artistas acostumados com os palcos também sentem o impacto do “hate online”.

A diferença é que online a coisa se espalha rápido, fica registrada e muitas vezes chega a milhares de pessoas em questão de minutos. Isso pode afetar de forma pesada a autoestima e a saúde mental de quem sofre.

Foto Crédito: Freepik

No fim, a regra é simples: se o comentário não ajuda, não inspira e não soma, talvez seja melhor deixar no rascunho. Redes sociais foram feitas para conectar, não para ferir pessoas.

As redes sociais amplificam nossas vozes para o bem e para o mal.

A escolha entre construir ou destruir com nossas palavras está literalmente em nossas mãos. Cada comentário é um teste de empatia: conseguimos enxergar o ser humano por trás da tela?

A resposta define não só o ambiente digital que teremos mas que tipo de pessoas nos tornamos quando achamos que ninguém está vendo.

Foto crédito: Google

Edição de Isabel Kurrle.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Veja Também

Rolar para cima