A felicidade é um recreio, tem dias em que a aula é chata e dias que não. A vida é a professora que volta e meia repete provas para ver se você pegou bem a matéria.
Se você não consegue ir para o recreio e se divertir, perde um tempo precioso. A vida está nesse intervalo de aulas, argumentando com você que seja livre e moleque.
No recreio, a gente divide. A gente brinca. Não está valendo nota. Não tem performance tem tempo para fazer o que você quiser, o recreio nunca mudou. Passarão todo tipo de redação e professores, títulos, formas, métodos, mas o recreio não mudará. É a hora livre a hora que não tem registros, depois da escola nem todo mundo tem recreio.

A vida é diferente para cada um às vezes, talvez você sinta saudades do “acriançamento”, da não necessidade de acertos de fazer por fazer! de só brincar.
O paradoxo é sempre injusto: quando crianças, queremos logo que passe; mas, quando adultos, queríamos só mais um punhado dos sonhos que tivemos.
Quando a sineta bate, a aula volta a acontecer e é coisa séria, pelo menos é o que nos dizem…se tiver prova, talvez você passe de ano…
Se for matéria nova se hoje teve merenda que você gosta mas no meio disso tudo, deixamos o recreio de lado e os amigos do recreio já não são os mesmos.
A vida se transformou e você não viu ou viu mas não ouviu a sineta bater. Quando deu por si, ninguém mais mandava um lanche. Seus pais estão ficando velhos, você já é o professor ou ainda está pensando sobre isso.

De repente, você está levando a merenda para o seu filho e está ouvindo ele contar o que foi que brincou no recreio, o que resta é aprender que a aula existe, afinal mas que precisamos encontrar o nosso sempre e doce recreio.
Edição e revisão: Isabel Kurrle