A felicidade não é um instante de euforia, é uma alegria que se estende no tempo, uma sensação profunda de coerência entre o que sentimos, acreditamos e vivemos.
A forma que vivemos, o consumismo de uma forma geral, nos faz pensar que a felicidade está na próxima conquista – um carro novo, uma viagem, a ascensão profissional, aquele amor. No entanto, quem vive em escassez interna continuará sentindo falta, mesmo cercado de abundância externa.
O Dinheiro e o Sentido da Vida
Até que atenda as necessidades fundamentais de vida (moradia, alimentação, segurança, liberdade de escolha), o dinheiro tem influência na felicidade. A falta desta forma referida de dinheiro pode gerar estresse, insegurança e sentimentos de incapacidade.
No entanto, depois disto, o dinheiro deixa de ter influência direta sobre o bem-estar. É quando entramos no campo do ser e não mais do ter.
O dinheiro é neutro, ele não tem poder sobre nós, ele apenas potencializa o que já existe dentro. Se há paz, ele amplia a paz, se há escassez ele amplia, ele compra conforto mas não preenche o vazio da alma.

A Química da Felicidade
A neurociência explica que há dois caminhos para a felicidade:
- A momentânea: ligada às conquistas rápidas, que ativa a dopamina – o neurotransmissor do prazer, da excitação, do “quero mais”. É uma alegria intensa, viciante e passageira, comprar, comer, gastar, são as alegrias de curto prazo.
- Já a felicidade duradoura: relacionada com as alegrias de longo prazo, ativam a serotonina e a ocitocina – substâncias que promovem estabilidade emocional, vínculos afetivos e uma sensação de paz interior.

Estar entre os seus, realizar o seu propósito, viver em coerência com o que deseja profundamente, estar inteiro no que se faz e em paz com quem se é.
A dopamina nos impulsiona…
A serotonina e a ocitocina nos sustentam…
Mas o propósito é a direção da caminhada.
A conexão humana é o que sustenta o sentido da vida, o dinheiro compra o conforto mas a verdadeira abundância é o afeto, viver o propósito e em presença, isto que compra a paz.

Edição: Isabel Kurrle.