Sobre as DIFERENÇAS, sabemos mesmo lidar com elas? Quem são os ESPECIAIS entre todos nós?
O que sabemos é que ao compreendermos as diferenças e ao respeitarmos já fazemos um mundo melhor, então quero compartilhar o Autismo e a Síndrome de Down, o que devemos saber para relacionar verdadeiramente. Outro dia em uma de minhas palestras um menino querido e bem intencionado me disse: -Ele (referindo a um menino autista da família) que precisa saber se relacionar conosco. Afinal, ele é um e nós, somos vários.
Muito bem colocado e pensado, certo? Porém, na prática, talvez seja importante a compreensão de que o funcionamento cerebral nestes casos é que é diferente. Chamamos o austismo de uma neurodiversidade, apenas uma forma diferente de perceber e interagir com o mundo. Sendo assim não se trata de curar, se trata de adaptar e/ou compreender que nestes casos, eles podem apresentar dificuldade de comunicação social, sensibilidade sensorial, necessidade de rotinas e previsibilidade, hiperfoco, é ruim? Muitos considerados típicos desejam muito isto. Percebe como estamos falando aqui de diferenças? Nem melhor, nem pior…
Sabendo disto trocamos a “adaptação do autista à sociedade” para “adaptação da sociedade à diversidade”. Pensando assim- Como estigmatizar? A tendência é reduzir o estigma, tornar a convivência mais rica, empática e criativa. Já, a SD (Síndrome de Down) é uma condição genética, que não se sabe exatamente como ocorre, exceto por alguns casos como, ser mais comuns em mães com mais idade… Não há graus de Síndrome de Down, há algumas diferenças como o desenvolvimento intelectual mais lento, podem apresentar dificuldade com a memória de curto prazo, boa memória visual, diferenças na linguagem, apresentando vocabulário restrito e fala tardia, mas eles se apresentam fisicamente, nos mostrando olhos amendoados, mãos e dedos mais curtos e mais ásperos, tem tônus muscular diminuído, tendem a ser moles em razão da hipotonia muscular (língua protusa, que quer dizer língua pra fora, costas curvadas para frente, formando por conta da hipotonia, barriga sobressalente…).

Entanto as pessoas com SD tem um olhar que conecta, braços que querem envolver e boca que gosta de conversar, o Autismo evita contato visual ou físico, apresenta movimentos estereotipados, não demonstra medo a perigos, tem uma forma diferente de se relacionar com a dor… e cada um de nós, os neurotípicos, como somos?
E pasmem, somos mesmo muito diferentes? Não, perceba como em muitos casos, ocorre o diagnóstico tardio, por vezes, até mesmo na vida adulta, sabiam disto? Então fica a ideia de que alguns preconceitos tratam-se apenas uma questão de julgar antes de saber. Imagina que hoje você está do lado dos neurotípicos, e como seria se isto mudasse amanhã?
É importante também que saibamos sobre a utilização dos cordões de pescoço para identificar estes quadros, por exemplo o cordão de Girassol, utilizado para identificar o autismo, TDAH, Epilepsia, Síndrome de Down, entre outras. Já para o caso do Autismo, é mais comum o cordão com peças coloridas de quebra-cabeças por exemplo. Para que usar? Para comunicar que se trata de pessoas diferentes e que exigem por conta disto, um trato diferente.
Eu, particularmente, gosto muito da campanha que propõe as meias de pares diferentes, já sabe desta? No dia 21 de março, o dia Mundial da Síndrome de Down, a Síndrome do Amor, convida a todos, a CELEBRAR AS DIFERENÇAS, sendo assim sugere que neste dia, as meias sejam de pares diferentes! E aqui ganha a inclusão, o respeito, o amor! Talvez seja o grande desejo de todos nós!