Vivemos tempos em que olhar pro futuro, vem com uma certa dose de temor. Ser otimista é meio antiquado. Se você abrir o jornal vai ver notícias de guerras que se arrastam, de líderes autoritários que avançam, da inteligência artificial que promete tomar conta de tudo. Tudo isso com uma dose cavalar de catastrofismo vindo dos analistas, mas é até natural que o futuro desperte medo. Mas e se, em vez de temer, ousássemos perguntar: e se o futuro fosse bom?
O futuro não é construído por grandes dados, números da ONU nem por líderes geopolíticos. O futuro é feito pela gente, sim, eu, você, que acordamos de manhã e vamos trabalhar, que vamos ao futebol, que frequentam os bares, igrejas, restaurantes e shows. A sociedade é feita pela gente, e cabe a gente escolher todo dia o futuro que queremos construir. O futuro não existe de forma literal, não é um livro escrito com tudo que vai acontecer, nem uma estrada que estamos condenados a trilhar, ele existe todos os dias nas pequenas decisões, nas pequenas escolhas, nos gestos de generosidade e, principalmente, na forma como encaramos os desafios do presente.
Ser otimista hoje em dia é um ato de resistência. Mas não é total loucura (só um pouco), vamos a algumas notícias positivas. Nunca antes na história tanta gente viveu tanto. A expectativa de vida global, que no ano 1900 era de pasme, 31 anos, hoje já ultrapassa 73. Também estamos mais alfabetizados, 86% da população mundial hoje em dia já sabe ler e escrever, um salto gigantesco comparado às gerações passadas. E a pobreza extrema, que há 40 anos atingia quase metade da humanidade, hoje caiu para menos de 10%. Mas se você quer saber, essa numeralha conta uma parte da história apenas.
A expectativa de vida global, que no ano 1900 era de apenas, 31 anos! hoje já ultrapassa os 73. Também estamos mais alfabetizados, 86% da população mundial hoje em dia já sabe ler e escrever, um salto gigantesco comparado às gerações passadas.
Imagine um futuro em que as pessoas se amam na rua sem medo. Em que a pressa dá lugar a alguns minutos para tomar um café com um amigo. Em que a tolerância volta a ser uma virtude valorizada, e as diferenças sejam valorizadas ao invés de rejeitadas, que sejam ponte ao invés de barreira, em que a esperança é mais forte do que o medo. Eu sei o que você tá aí pensando do outro lado, talvez tudo isso que eu digo pareça um pouco diante de tudo o que vemos de errado. Mas são nesses gestos comuns que mora a transformação. Um futuro bom não precisa ser perfeito, ele só precisa ser mais humano.
