Na adolescência, somos tão intensos, não é? estamos constantemente conhecendo pessoas novas e nesse turbilhão, saímos por aí dizendo “fulano é meu amigo”. Mas, espera! ele é realmente meu amigo ou apenas um conhecido? muitas vezes, não sabemos fazer essa distinção.
Chamamos de amigos aqueles com quem saímos, lado a lado, com quem rimos e compartilhamos a rotina do dia a dia. No entanto, será que essa pessoa conhece a sua maior dor? provavelmente, não! vivemos em uma geração na qual tudo é muito rápido, certas coisas são momentâneas e as emoções intensas muitas das relações que chamamos de amizade são na verdade, laços com conhecidos — e frequentemente não percebemos a diferença.
E eu digo: reconhecer que alguém não é seu amigo mas sim um conhecido, não é sinal de fraqueza pelo contrário, é um ato de autoconhecimento.
É saber dar o devido valor a si mesmo, entender que você pode conviver com aquela pessoa, sem que ela seja alguém em quem você precise depositar total confiança ou revelar seus segredos. Até porque, inúmeras vezes, aqueles que consideramos amigos — sem realmente serem — são os que, no final, nos machucam.
Se um dia você se sentar e conversar com os mais velhos, perguntando se já se machucaram com alguém na adolescência, tenho certeza de que ouvirá muitas histórias.

Na adolescência, é comum descobrir que muitas pessoas nas quais confiamos não são de fato amigas. Situações que você acreditava serem de apoio um desabafo, um pedido de ajuda, um momento de vulnerabilidade podem ser transformadas em fofoca, intriga ou conflito.
E sabe por quê? porque elas não são suas amigas. São conhecidos e os vínculos que você tem com elas são na verdade, superficiais.
Quem não conhece suas dores, quem não entende o que te machuca e em quem você não pode depositar sua confiança… não é um amigo de verdade.
Por isso, hoje eu digo, seja cuidadoso invista sua energia e sua confiança onde você sabe que valerá a pena, onde a reciprocidade e a lealdade são genuínas.
Então, eu te lanço a pergunta que pode mudar a forma como você se relaciona…
Os seus laços são feitos de quê? De momentos rasos ou de cumplicidade?
Existe alguém que não apenas conhece o seu sorriso mas também entende as suas lágrimas?
Suas batalhas são travadas sozinho, ou você tem um porto seguro em quem se apoiar?
Se o eco dessas perguntas soa vazio dentro de você… então talvez seja a hora de uma revolução silenciosa.
A vida nos mostra, cedo ou tarde, que a confiança é um privilégio que deve ser concedido a poucos. Nem todos que chamamos de “amigos” carregam a chave do nosso coração.
Com as pessoas certas ao seu lado, você chegará muito longe. E quanto àqueles que são meros colegas, valorize os bons momentos que compartilham mas não se esqueça: discernimento é tudo.
Aprecie a leveza dessas relações, sem nunca confundí-las com a profundidade e a entrega de uma amizade verdadeira.

Porque amizade que vale a pena não é sobre multidão, é sobre significado.
É a que habita não só os seus melhores momentos mas principalmente os seus vazios.
Não aceite a superficialidade como moeda de troca.
Busque a profundidade.
Edição de Isabel Kurrle.