Parece que muito já foi falado sobre esta série. No entanto, eu pergunto qual foi a principal mensagem de tudo que você ouviu que ficou? De tudo o que ouvistes, algo ficou de aprendizado verdadeiramente? Mudou alguma coisa?
Aqui queremos dirigir nossa comunicação aos pais, talvez a educadores, professores, babás, pessoas que se relacionam diariamente com crianças, com adolescentes. Aquela série, nos instiga a uma grande mensagem, um alerta, que nos pede para estarmos atentos aos filhos, às crianças, aos adolescentes de uma forma geral, mas para além daquilo que vemos diariamente, para além daquilo que eles nos mostram. É para compreender o que acontece nos pequenos gestos, às vezes fora de contexto, às vezes algum choro fora de hora, ou aquele silêncio advindo das palavras não proferidas, aquele distanciamento…

Às vezes algum choro fora de hora, ou aquele silêncio advindo das palavras não proferidas, aquele distanciamento…
Algumas vezes, comportamentos escondem ou mostram coisas das quais eles “não querem” que sejam vistas. Mas que nós, pais adultos e responsáveis, precisamos estar atentos, atentos a perceber estes comportamentos, porque eles “falam”, nos mostram que precisamos perceber o que os nossos filhos, não estão conseguindo dizer diretamente. O que eles estão vivendo? Sentindo… Fazendo.
O adolescente da série, parecia estar muito bem, em casa, com a família… Afinal em casa demonstrava isto e na escola, “todos eram assim” também.
O alerta que propomos aqui é que nesta fase, eles ainda não estão prontos para a tomada de decisão, tendem a agir por impulso, e isto acontece pelo fato de que esta parte física do cérebro, o córtex pré-frontal, ainda está em desenvolvimento, ficando pronta apenas aos 25 anos de vida.
Talvez por isto, nós pais, sejamos os responsáveis por eles, legalmente e psicologicamente. Por isto estarmos atentos, cumprir com a tarefa de auxiliá-los na construção de cada fase, é uma construção, isto é “ser e dar base aos filhos”.
Ah, mas meu filho é tão maduro.
Sim, e continua sob a sua responsabilidade, continue reforçando os pontos positivos e os orientando no caminho. A educação dos filhos, ainda é responsabilidade do adulto.
Na geração das telas e da internet, por inúmeras razões ou “sem razões”… A pergunta que a série nos instiga, talvez seja algo como: -Você sabe realmente o que passa na cabeça do seu filho, no coração do seu aluno, daquela criança que você cuida ou daquele adolescente com quem você convive?

Você sabe realmente o que passa na cabeça do seu filho?
A mensagem que queremos deixar aqui, então, é essa: Sermos responsáveis, fazermos o nosso papel como pais, como adultos, com educadores, no mais profundo significado de cada uma destas palavras/ funções. Porque permitir que o aprendizado ocorra, não é sobre sermos omissos, não está apenas em permitir que eles cresçam, mas está em irmos ao longo da evolução dos nossos (filhos, adolescentes,…) entregarmos o controle, a medida que eles desenvolvem o próprio controle, é uma transição de lideranças, contudo, apenas na medida do preparo para que enfim estes assumam as suas responsabilidades, aquelas das quais estão verdadeiramente prontos. O nosso papel, não está em impor o que pensamos, somos ou sentimos, mas em escutar, orientar, estar presente. Não perfeitos, mas disponíveis.
(Michelle e Zanetti- Pais, treinadores e palestrantes)