Enquanto a bola rola e as nações se enfrentam em campo, nos bastidores acontece um movimento igualmente empolgante: a troca cultural através da comida.
A Copa do Mundo, mais do que um torneio de futebol, é um grande evento de imersão global.
Os países se movimentam, torcedores cruzam fronteiras e naturalmente levam e experimentam novos sabores. É o italiano descobrindo a pimenta coreana, o argentino se encantando com o arroz árabe e principalmente, o mundo de olhos (e paladar) abertos para a nossa culinária.

E que momento delicioso para ser brasileiro! nunca a nossa gastronomia foi tão protagonista, texturas e sabores que para nós são cotidianos, como a crocância da tapioca, a cremosidade do açaí, a maciez do pão de queijo e a potência da feijoada, viram verdadeiras descobertas para estrangeiros. Eles se surpreendem com a versatilidade e a riqueza dos nossos ingredientes.
E aqui no Rio Grande do Sul, nossa entrada em campo é certeira porque convenhamos depois de um jogo eletrizante, não há nada como um bom assado para reunir a galera.
E o nosso churrasco, com seu corte generoso e o ponto certo da carne, já conquistou o mundo, tanto que se você der um pulo em praticamente qualquer cidade norte-americana americana do Texas à Califórnia vai encontrar uma churrascaria gaúcha por lá.
Sim, o espírito do fogo de chão e da hospitalidade sulista virou uma embaixada saborosa fora do país.

No fim das contas, a Copa nos mostra que, assim como no futebol, a cozinha é uma linguagem universal. E nesta edição, o mundo está descobrindo que o Brasil tem muito a oferecer não apenas em campo mas à mesa.
Se depender do nosso assado e da nossa paixão por receber bem, temos mais é que comemorar: o Brasil já ganhou no sabor.
Texto: Chef Marcos Barbier