Criações autorais traduzem a estética cinematográfica em sofisticação, personalidade e glamour
Estilista assina o próprio look para o Vogue Celebra, em Gramado, e também cria a produção da empresária Su Biazoli, em interpretações autorais que unem feminilidade, arquitetura e o glamour das telas.
O glamour do cinema encontrou a moda autoral durante o Vogue Celebra, realizado no sábado, 15 de agosto, em Gramado, na Serra Gaúcha.
Entre os convidados que prestigiaram a noite dedicada ao cinema brasileiro, a estilista Camila Paludo, fundadora do Camila Paludo Atelier, levou para o evento duas criações que traduzem diferentes olhares sobre a sétima arte: o vestido que desenvolveu para si mesma e a produção criada especialmente para a diretora criativa Su Biazoli.
À frente de seu atelier, Camila apostou em criações que vão além da estética, transformando referências cinematográficas em elementos de moda. Para o próprio look, a inspiração nasceu do cinema clássico em preto e branco, em uma composição marcada pelo contraste, pela feminilidade e pela força da construção da silhueta.

O vestido combina preto e branco com renda chantilly, que acompanha o corpo e evoca a presença marcante da figura feminina nas grandes produções cinematográficas.
O peplum estruturado acrescenta volume e arquitetura à peça, criando uma silhueta sofisticada e contemporânea.O brilho aparece de maneira estratégica na correntaria bordada com pérolas, responsável por trazer luminosidade à produção e remeter à luz das câmeras, aos flashes e ao glamour dos tapetes vermelhos.
“Minha inspiração veio do próprio universo do cinema, especialmente da estética clássica e atemporal das grandes produções. Quis traduzir essa atmosfera de uma forma contemporânea, mas que também refletisse a minha identidade e o meu olhar sobre a moda”, afirma Camila.
Uma produção pensada como cinema Para Su Biazoli, Camila desenvolveu uma criação de linguagem mais conceitual, na qual cada elemento do vestido estabelece uma conexão com a experiência de estar diante de uma tela.
O preto representa a sala de cinema, enquanto a silhueta alongada assume a função simbólica de uma grande tela, mantendo uma estética limpa e com pouca interferência visual.
A escolha da malha Biamar aproxima a criação do Brasil contemporâneo, ao mesmo tempo em que valoriza a anatomia do corpo. Já o balonê introduz movimento, volume e o caráter teatral presente no espetáculo cinematográfico.
No colo, pérolas e cristais ganham protagonismo e fazem referência à luz. O detalhe também remete à cortina que antecede a projeção, conduzindo o olhar para o rosto de Su e criando o ponto focal da produção.

As duas criações revelam diferentes possibilidades de interpretar o cinema pela moda: de um lado, a sofisticação clássica do preto e branco; de outro, uma leitura contemporânea e conceitual, construída a partir de volumes, texturas e simbolismos.
“Os vestidos mostram como referências cinematográficas podem ganhar diferentes formas na moda, indo do clássico ao contemporâneo sem abrir mão da personalidade”, finaliza Camila Paludo.
Com criações autorais e atenção aos detalhes, a estilista reforça a potência da moda como linguagem e mostra que assim como no cinema, cada vestido também pode contar uma história.
Serviço
Camila Paludo Atelier
Instagram: @camilapaludoatelier
Texto: Jornalismo Simone Martins
Fotos: Crédito Divulgação
Fonte: Pietra Cartiano