Ansiedade: o monstro invisível

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A ansiedade é algo que só quem já experimentou sabe como é: o aperto no peito, respiração curta, mente acelerada, coração disparado… Eu entendo perfeitamente, não apenas como um treinador comportamental, mas também como alguém que, antes de ajudar tantas pessoas com seus desafios, teve que enfrentar seus próprios medos internos, sendo que ansiedade era um deles sem dúvida alguma.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de indivíduos em todo o mundo lidam com transtornos de ansiedade, o que não é um número insignificante. A maioria dessas pessoas está localizada no Brasil, sendo que somos o país com a maior taxa de indivíduos ansiosos em todo o mundo, afetando cerca de 19 milhões de brasileiros, quase 10% de nossa população. Então, caso você esteja enfrentando ansiedade, saiba que não está só.

Há várias maneiras de reconhecer a ansiedade – ela se manifesta como uma antecipação, uma preocupação com o que ainda está por vir, frequentemente começando de forma sutil, como um desconfortável pensamento persistente:
E se algo der errado? O que acontece se eu não conseguir?

De repente, sem perceber, você se vê com dificuldade para adormecer, incomodado sem motivo aparente, evitando talvez situações que antes pareciam normais, experimentando dores no corpo, falta de ar ou aquela sensação de que as coisas estão fora do controle.
A ansiedade representa uma ameaça significativa não apenas pelos sintomas físicos que apresentam, mas pela forma como afeta nossa identidade; ela nos privando do momento presente e nos desconectando do que realmente importam: nossos valores e relacionamentos.

Há várias formas de você aprender a lidar com a ansiedade e tratar esse problema de maneira efetiva. Respirar conscientemente pode parecer simples, mas é incrivelmente poderoso. Inspire profundamente pelo nariz, expire lentamente pela boca. Quando a mente começar a acelerar, traga sua atenção de volta para o seu corpo – o momento presente é onde a ansiedade perde sua força por completo.

A preocupação é como uma energia armazenada que precisa ser liberada, caso contrário, ela se acumulará. Assim, talvez seja apropriado dar um passeio, dançar, fazer exercícios ou simplesmente respirarem ar fresco. Não se trata apenas de cuidados com o corpo, mas também de libertarem o que os retém.

Pergunte a si mesmo: o que está causando isso? Qual é o medo presente que ainda não reconheci completamente? Muitas vezes ficamos paralisados por lembranças passadas ou por cenários terríveis que talvez nunca se concretizem. Buscar ajuda terapêutica não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem. Conversar com um profissional, participar de grupos ou até mesmo realizar treinamentos de desenvolvimento pessoal podem marcar o início de uma transformação significativa.

Acorde tranquilamente, saboreie seu chimarrão enquanto observa a natureza, medite, olhe ao redor, agradeça – esses pequenos costumes nos mantêm no agora, é aqui que a vida se desenrola. Como treinador de comportamental eu conheci muitas pessoas que pensavam que nunca conseguiriam escapar desse ciclo de nervosismo e de duvida mudarem, já vi pais e mães voltando a brincar com seus filhos, muitos profissionais voltarem a ter sonhos novamente, indivíduos humildes descobrindo sua própria tranquilidade.

Não se esqueça de que a ansiedade pode até dar sinais, mas cabe a você decidir se a deixa entrar ou não.

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