O aumento do consumo de vinho no inverno ocorre porque o álcool atua como um vasodilatador, gerando uma sensação de aquecimento e conforto.
Os pigmentos do vinho, especialmente as antocianinas presentes no vinho tinto, são compostos bioativos, com poderosas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, atuando no combate aos radicais livres, protegendo o sistema cardiovascular, a pele e a saúde geral, embora o consumo deva ser moderado. Para os benefícios, uma taça é o suficiente, associada a hábitos saudáveis.
De acordo com a nutricionista Riana Augusta Dauber, os principais benefícios dos pigmentos e compostos são as antocianinas. Elas são os pigmentos naturais que dão a cor avermelhada e arroxeada ao vinho; funcionam como excelentes antioxidantes, ajudando a proteger as células contra danos e auxiliando na prevenção de doenças crônicas.
O resveratrol é um polifenol associado à intensidade da cor do vinho. Estudos indicam que ele atua na prevenção do envelhecimento precoce e ajuda a combater o estresse oxidativo.

Na saúde cardiovascular, os compostos fenólicos atuam diminuindo o colesterol “ruim”(LDL) e aumentando o “bom”(HDL), além de relaxarem os vasos sanguíneos.
Em relação aos nutrientes, o vinho também fornece pequenas quantidades de micronutrientes, incluindo ferro, potássio, magnésio e manganês, destaca.
Vale lembrar que nem todos os vinhos apresentam os mesmos níveis de vantagens descritas; segundo Riana, o vinho com maior concentração de antioxidantes (como o resveratrol e os flavonoides) é o vinho tinto seco elaborado com uvas de casca grossa e taninos potentes, como a Tannat, Cabernet Sauvignon, Syrah e Malbec.
Dentre as melhores opções e concentrações podemos citar a uva Tannat: conhecida por ter a maior concentração de resveratrol entre as uvas viníferas.
Pesquisas demonstram que a Cabernet Sauvignon possui cerca de 2,6 g de polifenóis por litro.
As uvas Syrah e Malbec também se destacam pela alta carga de antocianinas e taninos robustos, devido às cascas grossas”, revela. Ainda de acordo com a nutricionista Riana, quando falamos de vinhos e saúde, o tinto geralmente rouba os holofotes.

Mas será que o branco também tem suas vantagens? em relação ao sistema imunológico e prevenção de doenças, ambos os tipos de vinho contêm compostos que fortalecem o sistema.
“O resveratrol no tinto se destaca na prevenção de doenças crônicas, como diabetes e câncer. Já os compostos fenólicos do vinho branco podem ter efeitos positivos na saúde pulmonar e na prevenção de infecções bacterianas”, afirma.
Para a nutricionista Dauber incluir o vinho em uma rotina saudável exige moderação e escolhas conscientes. O padrão ouro é consumir até uma taça diária (cerca de 150 ml) junto às refeições, priorizando rótulos tintos secos que contêm maior concentração de polifenóis e resveratrol.
“A bebida deve ser um complemento ao bem-estar e não uma compensação para maus hábitos”, afirma.
Para Riana Dauber, as diretrizes para o consumo consciente devem seguir:Quantidade Segura: O limite de consumo moderado globalmente aceito é de no máximo duas doses diárias, evitando picos que sobrecarreguem o organismo;Escolha do Rótulo: Dê preferência aos vinhos tintos secos (como Cabernet Sauvignon, Tannat ou Malbec), que possuem menor teor de açúcar e maior ação antioxidante.
Evite os vinhos suaves ou licorosos, que contêm adição de açúcar e contam com mais calorias e Calorias e Hidratação: Cada taça possui entre 120 e 150 calorias.
“O consumo deve vir sempre acompanhado de água para garantir a hidratação e atenuar a metabolização do álcool pelo fígado”, conclui Riana.
Texto: Jornalista Leci da Silva
Contato: lecidasilva88@gmail.com
Fotos: Arquivo Pessoal