Empresas criativas lucram mais

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O sonho de toda empresa é lucrar mais. Curiosamente, muitas ignoram um caminho evidente para isso: admitir artistas, criadores e pessoas com pensamento criativo dentro de suas equipes.

Basta observar as grandes marcas que marcaram época no mundo. Muitas delas revolucionaram seus mercados justamente quando decidiram aproximar seus negócios da arte, patrocinando cultura, investindo em marketing de guerrilha, criando experiências para apresentar produtos premium ou dialogar com novos nichos de consumidores.

Existe algo quase óbvio nisso: é muito mais fácil vender um produto quando alguém da equipe compreende profundamente o público para quem ele foi pensado.

Ter no time pessoas que representem esse público da idade, do gênero, do jeito de pensar ou que saibam observá-lo com sensibilidade muda completamente a forma como uma empresa se comunica e o jogo.
Escutar a própria equipe, às vezes, significa ter coragem de reorganizar rotas para chegar a um lucro maior.

Mas sem criatividade nos tempos atuais, a marca simplesmente passa despercebida, e o esquecimento é o destino inevitável de quem não chama atenção.

“Quem não é visto não é lembrado” nunca foi tão verdade.

Então surge então uma pergunta inevitável: como criar relevância em um mercado que agora vive quase inteiramente dentro da internet? Como manter talentos dentro de uma empresa sem sufocar a identidade criativa dessas pessoas?

A inteligência artificial é uma ferramenta poderosa deste tempo. Ela acelera processos, organiza dados e amplia possibilidades. Ainda assim, curiosamente, aquilo que é “feito 100% por humanos” tem despertado uma nova forma de vínculo nas redes sociais.

As pessoas gostam de histórias.
Observe a comoção que surge quando uma empresa ajuda o sonho de alguém a acontecer. Histórias de realização pessoal mobilizam o público porque pessoas apoiam pessoas. Enquanto muitas empresas ainda se comportam de forma fria e introspectiva, aquelas que entendem esse movimento conseguem criar laços reais com sua audiência.

Um cronista não entende muito de administração. Mas de criatividade, talvez um pouco.

Por isso pensei em dez caminhos simples que podem ajudar qualquer empresa a despertar a criatividade dentro do seu time, ideias que talvez não apareçam em relatórios financeiros, mas que podem transformar a forma como o público vê uma marca.

1.Contrate pessoas diferentes entre si
Diversidade de pensamento gera soluções diferentes das de equipes tradicionais.

2.Escute quem está na ponta
Quem lida com o cliente todos os dias sabe exatamente onde estão as oportunidades. Os vendedores são ótimos leitores de público, mas, sem ouvi-los, fica difícil.

3.Traga artistas para projetos específicos
Designers, músicos, animadores, cantores, pernas de pau, palhaços e ilustradores podem transformar campanhas comuns em experiências memoráveis, mudar o visual interno da empresa e fazer as pessoas olharem para seu negócio.

4.Conte histórias, não apenas venda produtos
Pessoas se conectam com narrativas, não com catálogos.

5.Apoie cultura e iniciativas locais
Quando a empresa participa da vida cultural da comunidade, ela ganha relevância e identidade. Às vezes, adotar um canteiro ou uma praça pode gerar grandes aliados e clientes.

6.Incentive ideias sem medo do erro
Criatividade nasce em ambientes onde experimentar não é punido.

7.Use a internet como palco, não só como vitrine
Marcas criativas dialogam com o público, não apenas anunciam. Mostrar os bastidores é tão importante para dar valor quanto a coisa pronta, além de valorizar os trabalhadores.

8.Misture tecnologia com humanidade
A inteligência artificial ajuda, mas o olhar humano cria diálogos importantes e torna a comunicação mais humana e próxima do público.

9.Dê autonomia para o time criar
Controle excessivo mata ideias antes mesmo de nascerem. Ouça pontos de vista e deixe um tempo para inovação.

10.Celebre as boas ideias publicamente
Quando uma empresa valoriza a criatividade, ela atrai ainda mais criatividade.

Talvez nenhuma dessas ideias apareça em planilhas de custos ou relatórios financeiros.

Mas a história das grandes marcas mostra algo simples: empresas que entendem pessoas sempre têm mais chances de prosperar. Elas investem em agências publicitárias, jornalistas, grafiteiros, decoradores e artistas para atrair mais e melhor.

No fim das contas, para permanecer é necessário ser lembrado mas quanto mais valor você tem, mais lucrativo se torna.

Edição: Isabel Kurrle

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