Você já parou para pensar por que algumas pessoas, diante da mesma situação, reagem de maneiras completamente diferentes?
Por que algumas precisam resolver tudo imediatamente, enquanto outras preferem observar e esperar? Por que algumas colocam os relacionamentos no centro de suas vidas, enquanto outras valorizam acima de tudo a independência, a realização profissional ou o próprio espaço?
Uma forma muito interessante de compreender essas diferenças está no estudo dos arquétipos.O conceito de arquétipo ganhou destaque com o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, que observou a existência de padrões universais presentes na experiência humana.
A mitologia é uma das formas pelas quais esses padrões podem ser reconhecidos e compreendidos.Quando trazemos esse olhar para os deuses e deusas da mitologia grega, suas histórias deixam de ser apenas relatos antigos e passam a representar diferentes padrões de personalidade e comportamento.
Dentro desse estudo, podemos observar qual arquétipo uma pessoa está vivenciando de maneira predominante em determinado momento da vida.E é justamente essa descoberta que considero tão interessante.
O arquétipo predominante
Identificar o arquétipo predominante pode trazer informações importantes sobre a maneira como uma pessoa tende a agir e reagir diante da vida.
Ele pode ajudar a compreender sua forma de tomar decisões, lidar com emoções, viver os relacionamentos, enfrentar conflitos, buscar realização, trabalhar, estabelecer prioridades e se posicionar diante das situações.
Também permite observar suas principais qualidades, potencialidades, dificuldades e padrões de comportamento que tendem a se repetir.

Nas mulheres, encontramos arquétipos representados por deusas como Atena, Afrodite, Ártemis, Perséfone, Deméter, Hera e Héstia.Nos homens, encontramos arquétipos simbolizados por deuses como Zeus, Poseidon, Hades, Apolo, Hermes, Ares, Hefesto e Dionísio.
Cada um representa uma maneira diferente de se relacionar consigo mesmo, com as outras pessoas e com o mundo.
E o que podemos descobrir?
É justamente aqui que o estudo fica ainda mais interessante, ao identificar qual deus ou deusa está predominando naquele momento, podemos compreender melhor por que aquela pessoa tende a agir de determinada maneira.
Muitos comportamentos começam a fazer sentido: a forma como ela toma decisões, reage quando é contrariada, conduz seus relacionamentos, enfrenta mudanças, demonstra sentimentos, lida com dificuldades e busca aquilo que considera importante para sua realização.
Também podemos perceber características que estão muito fortalecidas e outras que talvez precisem ser desenvolvidas.
E isso é importante porque o arquétipo predominante não precisa permanecer o mesmo durante toda a vida, experiências, relacionamentos, maternidade, separações, mudanças profissionais, amadurecimento e diferentes fases da vida podem fazer com que outros padrões ganhem espaço.
Por isso mais do que descobrir simplesmente “qual é o meu arquétipo?”, existe uma pergunta ainda mais interessante: qual arquétipo estou vivenciando neste momento da minha vida e o que ele revela sobre a maneira como estou agindo?

Talvez a resposta ajude a compreender comportamentos que se repetem há anos ou até explique por que determinadas áreas da sua vida parecem funcionar de uma maneira tão diferente das de outras pessoas.
E esse é apenas o começo de um universo fascinante.
Texto: Kelly Dorneles